domingo, 20 de março de 2011

"A Selfish In Space"


Sempre senti que não sou daqui, não sei porque mas me sinto um extra terrestre em meu próprio planeta.
Andando na rua todos me olham como se fosse a unica criatura estranha na vizinhança.
Sinto algo tentando se libertar, talvez um grito, mas fico feliz apenas de ouvir minha própria voz.
Essa vida não me pertence e não sinto como se tivesse controle de nada
Logo eu que já escrevi tantas histórias não posso escrever a minha
As vezes desejo ser mesmo aquele alien que as pessoas enxergam em mim, fugir deste lugar e ir para casa
Mas tudo que posso fazer é imaginar como seria se pudesse escapar do tédio de ser humano.

Ainda que isso me mate...

Mais uma vez estou presa em uma teia de fantasias
estórias sem fim que em minha cabeça fazem todo sentido
adoraria se ao menos uma vez vivesse uma delas.

quarta-feira, 16 de março de 2011

"16/03"

As doze badaladas estão mais distantes hoje 
O sono chega e vai embora
e a hora nada
Todos esses números não me ajudam a encenar meu papel,
[...]
papeis, estou cercada por eles
Hoje a hora não passa, o dia não acaba
só a minha vontade,
a vontade de voltar para mais amanhã
Ó futuro cruel por que me reservastes isso?

u-u Devia criar um novo marcador: "Algum tipo de idiotice" é, ia servir (y)

Enfim, esse foi em homenagem a hoje, que parecia que não ia acabar nunca... até eu chegar em casa... agora já é quase hora de dormir x-x

"É só Silêncio"

Tudo o que digo e não digo
entalado na garganta
Arranha, irrita
não sai
O que eu vejo e o que escuto
preso em mim
Palavras ao vento
são só promessas
sem dividas
ou dúvidas
O que digo e não digo
ao vento
é só silêncio.

domingo, 13 de março de 2011

"Um em Vários"

Uma unica flor no jardim
Uma unica melodia 
Uma unica cor na tela do artista
Um único perfume
Um único sabor no prato
Único, Sozinho, Neutro, Morto
A melodia de toda uma orquestra
Uma cor dentre varias na paleta
O perfume de uma flor num jardim cheio delas
O sabor de um prato num banquete
Um em vários destaca, vive

A diferença nos mantém vivos, nos faz existir. Sem ela seriamos um só, mas de um jeito ruim. Uma massa sem cor e sem gosto. O perfume enjoado que não sai. Não fomos feitos para durar, e por isso devemos seguir e mudar, ser diferente dos outros e de nós mesmos. Porque tudo que nasce e morre muda e nada permanece intacto.

Inspirado em: Fernanda Monteiro

sábado, 12 de março de 2011

"..."


Quando a noite cai o sono se desfaz e me ponho a pensar.
O medo que sinto de todas as criaturas, sombrias ou não,
não é maior do que o que sinto de mim mesmo.
O medo de não sentir, de não pertencer, o medo de não SER.
Quanto a ti, não me deves nada além de tua alma, cujo o preço ainda desconheço.
E na melancolia deste dia fatídico eu me pergunto: "O que estou fazendo aqui?"

[By: Nadja Belote]







PS: Dps penso num titulo ;*

sexta-feira, 11 de março de 2011

"Do Latim Urbs"

Ligo o automático não acordo. O barulho dos carros são o plano de fundo de meus devaneios, sonhos urbanos, abro os olhos e a mente e me deparo com um edifício. Um outro tipo de automático, aquele que é treinado para obedecer sem questionar, mas agora está ciente do que faz. Um robô distorcido de carne e sangue, os músculos atrofiam diante da inércia, o relógio bate 17:18: o estouro da manada. Agora olhando pela janela vejo mais um dia que se vai. desliga o automático, liga o pisca alerta

quinta-feira, 10 de março de 2011

"Recado Regado a Tinta"

Oi gente, hoje eu sento aqui no meu cantinho de ideias nem tão férteis para dizer que sinto uma enorme vontade de gritar. Podem ser palavras de revolta, de saudades, de liberdade... enfim hoje eu só estou a fim de palavras.