quinta-feira, 23 de janeiro de 2020

happy 2020 everyone

Hey there,
Feeling like shit again. Guess that's the only reason why I still keep this thing...

I just feel overwhelmed. I've been putting off so many things that, whenever I remember them, I just imagine how it will be when it all blows up in my face. The thing is: I can only hope that my father isn't lying to me and that all he's got is a hernia. I can only hope that my mom doesn't have Alzheimer's or some other cruel, mind-fucking disease. I can only hope that one of the people I love the most won't do something stupid to end her own life...again. That's all I can fucking do, hope. Cause, even though I got a degree in dealing with other people's shit, I just find unbearable to deal with my own.


sexta-feira, 8 de junho de 2018

oi

O suor escorre no corpo, as palavras ficam presas na mente. Quero ir embora, mas embora de mim. De tudo. Das coisas com as quais não sei lidar. Com as quais não quero lidar. Quero gritar, mas tenho medo de quem vai ouvir. Tenho medo de que não ouçam. Quero ficar só, que me deixem em paz. Mas já estou só e ainda não sei o que paz quer dizer. As lágrimas estão no meu estômago. Eu penso com o corpo inteiro. Quero dizer que não me importo. Quero que isso seja verdade. Quero apoio, um soco no estômago de vez em quando não basta. só. Alguns dias faz sol, mas é tão difícil enxergar através de todas essas paredes. Preciso de ajuda Porque não sei o que estou fazendo. Eu não quero mais ser.

domingo, 15 de abril de 2018

Raso

Não temos tempo de viver quem somos e isso faz com que cada conversa se resuma a monólogos compartilhados. Talvez por isso o mundo esteja cheio de espelhos. Porque vivemos a vida de um compromisso a outro, muito cansados para parar e ser

segunda-feira, 3 de abril de 2017

"POV"

Algumas coisas são tão triviais quando postas em perspectiva. O que é um palavrão gritado no silêncio da sala da 5ª série? O que é uma discussão perdida por falta de argumentos perto da grandeza das coisas?
Em todo lugar tem alguém sofrendo de males maiores, mais urgentes. Mas por que nossa tempestade é sempre mais intensa, paralisante?
O que é não poder usar tênis no trabalho em vista da dor do abandono ou da guerra?
Não sei aonde quero chegar com isso, mas também como poderia, se nem sequer sei o que é ter objetivo?

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2017

Daquela sigla que você conhece bem...

Você poderia dizer que se trata apenas do desejo pelo que não posso ter, mas e se não for só isso?

É engraçado tentar escrever sobre esse desejo peculiar, às vezes sinto que todos os meus são deste tipo. O que me conforta é saber que não estou sozinha em minha peculiaridade, mas onde estão as outras? Talvez estejam se questionando agora mesmo ou, quem sabe, já tenham todas as respostas...

segunda-feira, 19 de setembro de 2016

You want to fall apart
You won't

-

Damn your hollywood scritps that embellish depression
There's nothing elegant about feeling like a waste of space
in the end the only atractive mistery is the one in your pants
Sorry if i'm being too honest, but it's better if we just cut the crap
Not caring about anyone but yourself doesn't make you cooler,
doesn't make people crawl over you
just makes you a lonely bitch.

quarta-feira, 2 de março de 2016

"Acorde-me Quando o Mundo Acabar"

Sophie acordou com algumas horas de antecedência, espreguiçou-se languidamente e com um movimento preguiçoso calçou os chinelos. Como quem não quer sair da cama, ainda sentada, tentou pegar o vestido no cabideiro quase se deitando novamente no esforço de alcançá-lo. Puxou-o para si e vestiu-se membro a membro.

Em pé se pôs a olhar os cabelos pensando no que iria fazer para arrumá-los, minutos inteiros se passam até que ela resolva deixá-los como estão.

O que fazer agora? Tomar café? Escovar os dentes? E assim Sophie leva uma hora até que esteja completamente vestida e pronta para mais um dia.

Após procurar a chave que sempre se perde na bolsa, abre a porta e encara o mundo que lhe aguarda. Lá fora zumbis mordiscam seus pés e navios piratas ancoram no porto.

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2016

"Ansiedade"

Sentia como se seu estômago fosse se desfazer numa confusão de arrependimento e duvida. Não havia nada a ser feito e agora era só esperar o inevitável.
A dor da vergonha que estampa seu rosto, queimando a pele como fogo em brasa. Olhares que se desviam em escárnio para encontrar a simpatia do colega ao lado.
Nada é bom o suficiente e fica ainda pior quando isso se prova verdade. Como dizer que está sendo exagerada se nada lhe prova o contrário?
O coração vai à garganta e lá fica para uma pausa dramática, infla-se fazendo com que o peso curve suas costas.
 Enfim ela o vomita, e tudo que foi com ele, exposto. As costas permanecerão curvadas mais algumas horas, para se desdobrar em alívio no fim de semana que se aproxima.

quinta-feira, 21 de janeiro de 2016

quinta-feira, 14 de janeiro de 2016

"Cidadão Anônimo "

Li e concordo em ser vigiada. Conspiro com compras, livros e trabalhos escolares. Sou acusada de olhar as notícias.
Uma conversa particular e aquele site da China tomou conta das minhas redes. O livro que pesquisei ontem é a estrela da minha tela, protagonizando cada página e o que achei que fosse anônimo está apenas abaixo da superfície.
Um botão, um link e minha vida está agora na vitrine, gratuitamente, para o olhar de todos. Minha voz constitui um banco de dados, minha localização está garantida. Agora só preciso chatear a CIA.
 

quinta-feira, 17 de dezembro de 2015

"Mais uma xícara"

Ela acreditava que até uma cadeira poderia ser descrita com mais emoção. K não conseguia aceitar o rumo que sua vida tinha tomado. Um dia após o outro, cheio de nadas e não há melhor maneira de escrever sobre isso.
Parece fácil olhar para essas páginas e depositar aqui toda a angústia que isso lhe causava.
Todos os porquês lhe escapavam das mãos, mas K sabia que era sua responsabilidade fazer algo por si mesma. Enquanto olhava para o dia claro através de persianas meio fechadas, ela decidiu que tomaria um banho, se arrumaria e finalmente ""seria a mudança que queria ver em sua vida"". Ela pensou em todos esses clichês e citações de filósofos e líderes espirituais enquanto prendia o cabelo preto em um coque no topo da cabeça. Sabia que depois daquela porta encontraria toda a sua ansiedade, como uma criança na sala de espera do dentista.
A coragem que a preenchia se esvaia conforme as horas passavam arrastadas e decisivas. K chegara ao escritório no horário de sempre, colocou sua bolsa na cadeira, como sempre, tirou seu cardigã e o pendurou atrás da porta mais uma vez. Seu chefe estava a poucos metros de distância e ela sabia que poderia falar com ele se quisesse. Em vez disso desceu as escadas e entrou no banheiro escuro. Dez minutos e muitas suspeitas de intoxicação alimentar depois, K se viu no corredor novamente, a porta cinza a encarava, uma atmosfera ameaçadora.

Mais cedo ou mais tarde, ela sabia, deveria fazê-lo, mas como sempre, escolheu mais tarde.

sexta-feira, 23 de janeiro de 2015

"Windowless"

She sat staring the windowless walls
Nothing was free but her own imagination
For years it was enough for her
When at last her mind ran dry
And the dreams stopped coming for her
The voices no longer reached her ears
And the tears began to roll
So she stood, and out the door she went
running
Only to find herself in that room again
Caught up in another fantasy
Another year had passed
Until the girl decided she could no longer live like that
And few more years came
And a few more traps she faced
As her strength ran out
She laid on the floor
Windowless walls staring at her
But the sky was all she saw

quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

E cá estamos no primeiro post do ano. E começo me perguntando se ainda há alguém do outro lado deste punhado de pixels.

domingo, 23 de novembro de 2014

terça-feira, 11 de novembro de 2014

A negação do amanhã nos faz refém da falta do que não temos hoje, dia infindo e, aos nossos olhos, imutável. O dia seguinte não passa de uma continuação. Um brinde à eternização do mesmo.