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sábado, 26 de abril de 2014

"Vírgulas"

Black não entendia o que estava acontecendo, olhava com seus olhos grandes as pessoas ao seu redor passando as pressas. Panos, bacias, compressas ninguém lhe explicava o que estava acontecendo. E hoje, mesmo passado tantos anos, o homem com o chapéu ainda olha confuso e quieto as pessoas em preto e pranto sem entender vírgulas.

quarta-feira, 26 de março de 2014

"O jardim"

Matilde estava sentada nos degraus da escada da casa grande. A mulher inconformada arfava e resmungava enquanto encarava a grama por cortar.
-O que está fazendo Matilde?
Sem proferir uma palavra ela encara Black com seus olhos marejados.
-Por que está aqui sozinha?
-Olhe para esse jardim...
-O que há de errado?
-Parece tão morto. Lembro-me de que nem sempre fora assim, naquele canto haviam arbustos, flores, todo os tipos delas... Agora me restam galhos velhos e secos. E essa grama, não tenho vontade nem de apara-la.
-E o que mudou de lá para cá?
-Ele foi definhando, não sei...Mal reparei, tantos afazeres, essa casa vive cheia de visitas...
-Seu jardim não definhou Matilde, você apenas deixou de cuida-lo como deveria.
-Quer dizer que a culpa é minha?!
-Não, as flores e os arbustos sobrevivem sozinhos. Mas a beleza deles é apenas um reflexo do seu cuidado e atenção.

sexta-feira, 14 de março de 2014

"Recompor"

Black estava aturdido com seus sentimentos, vez ou outra pegava-se andando de um lado para o outro, desejando fazer algo e sem vontade de nada.
Ofélia não sabia mais o que fazer com o homem que a encarava com o rosto cheio de desilusões.
-Ora Black o que tanto lhe espezinha?
-Não saber...
-Não saber o quê? 
-Ofélia não me faça perguntas! Sinto-me como uma criança muito nova, que não sabe se expressar e com tantas coisas em sua mente se agita e se debate em prantos esperando que alguém compreenda suas vontades.
-Pois deixe de conversa! Pare de drama e recomponha-se. O Osvaldo disse que viria hoje ajudar com a mudança.

segunda-feira, 9 de setembro de 2013

"Por mais que se fale"

-O que foi Black?
-Estava a pensar...
-Pensar em quê?
-Na ausência.
-Ora, lá vem você de novo, cheio dessas palavra difícil. Pensando na "ausência" de que homem?
-De tudo... Ora me falta corpo, ora a mente que se vai...
-Eu acho que te falta é juízo! Não tá na hora de ir trabalhar?

sexta-feira, 12 de julho de 2013

"Mergulho no Aquário"

Sr. Black foi enchendo pingo a pingo,
a conta gotas,
o bendito aquário.
Passou-se o tempo
e com tantos pingos
encheu-se o Black
que largou de tudo
e afundou 
quão fundo lhe foi permitido
O que não lhe foi dito
é que um dia 
o tempo lhe cobraria a conta d'água.

quinta-feira, 27 de junho de 2013

"A prisão de Black"



Sr. Black estava preso
Atado por algemas de um querer sem fim

O relógio em sua cela
não mais tiquetaqueava e o silêncio
tomou conta

Um silêncio que durou uma vida
ou uma vida que passou em silêncio

[...]

quinta-feira, 27 de setembro de 2012

"Aspas"

Allan perdia tempo com todos os seus "conflitos”

 “derretendo-se" em "culpas" e discursos dos quais nunca via resultado.

Confundia a si mesmo inventando impotências e diagnósticos.

E mesmo sem acreditar em algo maior,

ainda esperava que a resposta viria dos céus.

quarta-feira, 12 de setembro de 2012

"Distrito 7"

-Algo ERRADO tio?
-Já tentou caminhar pelas ruas do Distrito 7?
-Não sou louco a tal ponto, mas por que a pergunta?
-Imagino que minha cabeça esteja como aquelas ruas, cheia de LABIRINTOS e o perigo iminente de perder algo que gosto.
-Ora que absurdo tio...
-Absurdo é o modo como as coisas começaram a sumir ultimamente, como se minha atenção se desfizesse em milhões de fragmentos e se escondesse no labirinto até que não conseguisse completar a mais simples das tarefas.

...

quarta-feira, 18 de julho de 2012

"No final da rua"

Janelas empoeiradas escondiam os desajeitados moradores
Na cidade apostas eram feitas,
todos tentando adivinhar o fim da grande casa
tão absurda como quem -ou o que- a criou

Por quanto tempo aquelas paredes disjuntas continuariam em pé?
1 ano, talvez 2..
Fato é que por não fazer sentido algum,
o fim não encontrou um meio de chegar à velha mansão Black

.fim.
...

sexta-feira, 13 de julho de 2012

"Thought's blue prints"

      Alan, quanto tempo até entender que não pensam como você?  Ficou preso por uma vida num mundo projetado a sua imagem e semelhança. A porta finalmente está aberta, mas quanto falta para atravessa-la e deixar para trás os ideais que pintou por todas estas paredes?

quarta-feira, 4 de julho de 2012

"Incapaz"

   E lá ia o sr. Black, cheio de decepções, cheio das pessoas sem valores, cheio de tudo e ainda assim, sentia-se vazio. Vazio que tentara preencher semana passada no bar do Zé. Mas pobre Black, tudo o que conseguiu foi uma dor de cabeça horrível, mais dívidas e uma Ofélia zangada.
   Os dias passavam e ele foi deixando se desanimar pelos erros do mundo...
   E quem tem a solução para o seu problema? O que poderia preencher o vazio? Quem apagaria os erros, ah e quantos erros, deste mundo?
-Não há magia que resolva, meu caro. -disse virando-se para o horizonte cinzento.

terça-feira, 26 de junho de 2012

"Se não tem remédio, remediado está."

Ofélia sentia-se traída, pobre mulher. E o que fazer para ajudá-la?
Nada, nada podia ser feito. Havia perdido sua paz da noite para o dia e sua alma que tanto sabia que não devia se abalar com tais coisas, nada podia fazer para acalmá-la agora.
E agora -perguntava-se Ofélia- como farei? Diga-me Black!
Então sr Black sentou-se e acendendo seu charuto disse a Ofélia:
Se não há nada a ser feito, não há também com o que se preocupar.
Como assim homem?
Não é descabelando-se que resolverá seus problemas, então sente-se e fume comigo.


sábado, 23 de junho de 2012

"Alice goes to sleep"

Alice admirava a própria imagem no espelho, sentia como se ha décadas não visse o reflexo daqueles grandes olhos castanhos. 
Enfim a sós.

terça-feira, 19 de junho de 2012

"Mais uma da Ofélia"

Ofélia estava sentada à janela, estática
O que aconteceu? -pensou Sr. Black
Os olhos da senhora, sempre mudos, diziam algo agora
Mas por que?
Ofélia suspirou e olhou para Black
O que foi? Ele perguntou
Nada, é que esta manhã fiz as pazes com um velho amigo...

sexta-feira, 25 de maio de 2012

"Os fantasmas de Sr. Black I"

-O que foi tio Black?
-Prometa não contar a Ofélia (...) Ando vendo fantasmas. 
-Mas fantasmas não são reais tio, só existem em nossa cabeça.
-Concordo com você Alan, mas não é em nossa cabeça que criamos essa tal realidade?

quarta-feira, 9 de maio de 2012

"Do tipo que incomoda"

-Olá Srta.Black, como se sente?
-Não sei ao certo doutor, sinto como se algo estivesse preso aqui em minha garganta.
-E você sente alguma dor?
-Não, mas incomoda.
-Faz tempo que esta com essa irritação?
-Sim, já faz um tempo que minha voz anda falha. O sr tem algum remédio doutor?
-Deixe-me ver.
(...)
-Achei estes dois, ambos funcionam, deixarei que você escolha. O primeiro faz com que a irritação passe, mas costuma dar uma "moleza" e se deixar de toma-lo a irritação irá voltar.
-E o segundo dr?
-Bom, o segundo demora mais para fazer efeito, pois antes de fazer com que a irritação se vá, ele a torna mais profunda e provavelmente mais dolorida. No entanto, uma vez curada esta nunca mais voltará.
Então Anita, qual você escolhe?

domingo, 22 de abril de 2012

"Duas Pontes"

-Tio por que está tão pensativo?
-Nada, apenas tive um sonho estranho...
-E com o que sonhou?
-Sonhei que encontrava uma garotinha perdida numa ponte entre dois mundos e conforme a ponte se desfazia ela se encolhia e agarrava com força as grandes barras de ferro.
-Mas por que ela não saia de lá?
-Porque ela havia passado muito tempo fora de casa e com isso acabou adquirindo muitas características humanas tornando-se um estranho hibrido e agora não sabia a que mundo pertencia.
-E o senhor a ajudou tio Black?
-Não Anita, não cabe a mim...

quinta-feira, 12 de abril de 2012

"424"

Alice dançava enquanto o outro encarava as luzes. Nenhum dos dois estava em condições de ir embora aquela noite, então o que restava era esperar até que pudessem caminhar de novo. As pupilas do jovem Black estavam cheias de sorrisos, ainda que ninguém os conseguisse ver. 

A.B

sexta-feira, 9 de março de 2012

"Cartas ao Tempo"

Olá, meu nome é Sophia. Sabe, meus pais me deram esse nome quando nasci, quem lhe deu o seu?
Ouvi dizer que não se cansa, mas por quê? Todos se cansam um dia... Todos param um dia.
O tio Black falou que você foi mau com a tia Ofélia, o que ela lhe fez?
Ele também disse que o senhor voa, mas para mim, é tão pesado que não conseguiria sair do chão se tentasse.
Ah! Desde pequena ouço dizer que você cura, mas isso dura para sempre?
Sei que lhe vejo passar, mas as vezes ainda me pego pensando se o senhor realmente existe...
Espero não ter lhe ofendido, afinal, a tia Ofélia não consegue esquecer o que quer que tenha feito a ela...

[...]

S Black.

sexta-feira, 2 de março de 2012

"Sem mais, "

-Black o que está fazendo ai sentado?
-Estou olhando.
-Olhando o que?
-A bagunça que as pessoas fazem quando passam pela minha vida.
-Ai, mas que besteira!
-Besteira?! Ontem mesmo fugi do caos de dizer adeus. Você não entenderia Ofélia... Não entende...Vive sempre aí tentando consertar as coisas.
-E como é diferente do que está fazendo?
-Oras eu apenas admiro o estrago...