segunda-feira, 12 de maio de 2014

terça-feira, 6 de maio de 2014

"Hipóteses e Justificativas"

Às vezes sinto uma necessidade incomum de me "desculpar", justificar os meus atos para o mundo. Necessidade de que entendam o que eu sou e o que quero fazer. Quase como se quisesse provar que não sou uma farsa, e que apenas não sei como dizer e fazer o que quero. E aqui estou eu me desculpando novamente.
Pergunto qual o motivo disto, por que preciso dizer quem sou? Por que tenho que fingir ser outra coisa de vez em quando?
Ir contra a imagem que criaram para nós sempre deixa um desconforto, no meu caso pelo menos. A filha comportada, a sobrinha adorável, aquela que não dá trabalho, a cabeça aberta e a que cumpre as expectativas. Deixar qualquer item desses fora da lista de coisas a fazer é motivo de chateação.
“Não sei, mas me parece desperdício, viver o que esperam”, sim e é mesmo. Mas viver de acordo com isso significa não ser incomodado, e para mim isto tem sido o suficiente. Mas acho que chega um momento em que realmente fica cansativo.
Estou longe de ser a perfeitinha, mesmo que tente atender a todos os itens da lista. Não se pode ter tudo não é?
Acho que apesar de todos serem mutáveis (em gosto, caráter, nas relações interpessoais, etc.), poucos entendem que os outros mudam; acho que me incluo nos que não entendem.
'Taí outra coisa estranha, minha habilidade de compreender racionalmente o que acontece com meus relacionamentos, mas não aceitar nenhuma das minhas próprias explicações (desculpas e desculpas para minha hipocrisia enfeitada).
Devo acrescentar que percebi que isso não passou de um texto para desculpar minha necessidade de me desculpar, e mesmo assim sinto vontade (com o menor dos apelos que esta palavra evoca) de torna-lo público.

Quando essa adolescência irá passar?

segunda-feira, 5 de maio de 2014

Esperando pelo dia em que minhas composições serão menos minhas.

"Do que se Faz a Alma"

Aos poucos
me acho,
mesmo
sabendo
que meu desejo
se opõe.
De pingos
me acabo,
consumindo
a chama
que em mim
se impõe
E com os pedaços
refaço
o que todo dia
se decompõe

"Um sonho ou dois"

    A gente disse que iria aproveitar, esbanjar a pouca idade que tínhamos. Nos prometemos que a mesmice não nos pegaria, e que a chatice da vida adulta demoraria a chegar. Mas cá estamos nós, presos em rotinas, sufocados de preocupação, nada parecido com o mundo de aventuras que sonhávamos conhecer.

sábado, 26 de abril de 2014

"Vírgulas"

Black não entendia o que estava acontecendo, olhava com seus olhos grandes as pessoas ao seu redor passando as pressas. Panos, bacias, compressas ninguém lhe explicava o que estava acontecendo. E hoje, mesmo passado tantos anos, o homem com o chapéu ainda olha confuso e quieto as pessoas em preto e pranto sem entender vírgulas.

sexta-feira, 25 de abril de 2014

quinta-feira, 17 de abril de 2014